quinta-feira, janeiro 18, 2007

Viagem


No Museu da Ciência, na Expo, em Lisboa, os meus filhos e eu fizemos uma viagem fantástica: partimos do infinitamente grande e chegámos ao infinitamente pequeno, sempre a multiplicar.

A estação de partida é o ecrã da maquineta onde se vê um fundo azul escuro, crivado de pontinhos minúsculos, dourados: é o universo.

Clicamos que é o mesmo que dizer multiplicamos por "dez elevado a seis", e surge um conjunto de galáxias, clicamos de novo e eis a Via Láctea, mais uma vez e aparece o planeta Terra.

Continuamos a multiplicar sempre pela mesma potência e, sucessivamente, aparece no ecrã:

Um País (deve ser a América)
Uma cidade (Nova York)
Um prédio
Um apartamento
Uma sala
Um computador
A mão do menino sobre o "rato"
Um poro da pele da mão
Uma célula do poro
um átomo da célula
O núcleo do átomo
..................
Clicamos a derradeira vez : surge de novo o fundo azul-escuro com os pontinhos brilhantes (átomos ou planetas?)

Como não percebo nada de Física, acho sempre extraordinário como se consegue chegar ao mais pequeno, partindo do maior e...sempre a multiplicar.

É que estava convencida que do maior para o mais pequeno só se poderia ir, a dividir ou a subtrair.

É tudo tão relativo, não é? A começar pelo que pensamos e de que estamos convencidos até ao que chamamos realidade.
i
17 de janeiro de 2005

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